Redesfibra

Redesfibra é um projeto que visa estimular designers a participar do processo de desenvolvimento de novos tecidos e produtos de moda e decoração, a partir de fios advindos de ‘resíduos’ têxteis mistos com elastano

SIGNIFICADO

  • REDES: possibilita que toda uma cadeia de cooperativas de coleta sejam estimuladas a iniciar a captação de ‘resíduos’ têxteis, desviando a matéria-prima do seu destino atual que é a queima ou o aterro sanitário, gerando renda de ponta a ponta.

CONTEXTO

Tecidos com elastano (3% a 5%) em sua composição, proporcionam conforto para quem os veste, reduz o amarrotamento e em porcentagens mais altas, possibilita o desenvolvimento de artigos moda praia.

A reciclagem de ‘resíduos’ têxteis vem sendo pauta nos congressos mundiais de sustentabilidade e de economia circular, sendo ele o principal entrave para que o supply-chain têxtil atue com responsabilidade sobre o ‘resíduo’ gerado. Muito se tem feito para reciclar artigos têxteis e suas misturas, com exceção das que contêm fios de elastano em sua composição. Já se sabe que a combustão é uma maneira de removê-lo da trama porém o CO2 gerado acaba impactando diretamente a camada de ozônio além de ser uma solução pouco escalável a nível global, bem como os processos de degradação por reagentes químicos, por isso, estes artigos mistos de elastano, em sua maior parte são incinerados ou descartados em aterros sanitários.

Até o momento, o reprocessamento de artigos com elastano advindos do ‘resíduos’ de corte, peças com defeito e de roupas usadas ainda não foi obtido por nenhum pesquisador ou centro de pesquisa do mundo.

O projeto apresenta uma solução viável em custo e escalabilidade para que nosso país se posicione globalmente como pioneiro dessa inovação

OBJETIVOS

O objetivo é tornar escalável a solução já comprovada previamente por nós em escala pré-industrial, que consistiu em desfibrar resíduos têxteis mistos com elastano em sua composição, transformá-los em fios e tramar novos têxteis.

O objetivo específico é documentar e padronizar o maquinário e processo realizado, para que ele se torne reprodutível e escalável; obter fios, artigos têxteis, de vestuário e decoração (inicialmente), produzidos a partir de têxteis advindos de ‘resíduos’ de tecidos mistos com elastano; comprovar escalabilidade do processo a baixo custo, quantificando o custo por kilo;

Iniciar um processo de economia circular para ‘resíduos’ com elastano

CRONOGRAMA

1˚ Coletar resíduos têxteis que contenham elastano
2˚ Agrupar porcentagens similares das suas misturas, por exemplo: algodão e elastano; poliamida e elastano; poliéster e elastano; viscose, poliester e elastano; e suas outras inúmeras composições
3˚ Desfibrar os resíduos numa máquina adaptada por nós para processar elastano
4˚ Produzir novos fios a partir do desfibrado gerado
Padronizar os fios efetuando seus devidos testes de titulação e resistências
5˚ Tecer artigos em tear plano com diferentes gramaturas em suas construções: cetim, sarja e tela
6˚ Padronizar os tecidos e realizar os devidos testes de resistência
7˚ Produzir bandeiras destes artigos
8˚ Fornecer amostras para designers criarem produtos
9˚ Resíduos dos produtos retornam para o início da cadeia de reprocessamento

A palavra ‘resíduo’ para nós significa matéria-prima, venha colaborar e nos ajude a transformar este resíduo e novos fios e novos tecidos!

Pesquisadores:
Renan Serrano - www.renanserrano.com - renan[at]renanserrano.com
Marina de Luca - www.modalimpa.com.br - marina[at]modalimpa.com.br
Fabrício Tardin - www.dellaslingerie.com - fabricio[at]dellas.com
Jaadi Fonseca - www.jaadinf.com - jaadi.nfonseca[at]gmail.com